Em uma obra pública, a informação precisa acompanhar o empreendimento desde a concepção até a operação. Quando disciplinas, quantitativos e requisitos ficam desconectados, incompatibilidades podem aparecer tarde, pressionando prazo, orçamento e equipes. É nesse ponto que o BIM pode contribuir: como processo de gestão da informação ao longo do ciclo de vida da obra.
O que muda quando o modelo é integrado
O BIM permite organizar informações do empreendimento em modelos e bases coordenadas. A integração entre arquitetura, estruturas e instalações ajuda a identificar conflitos, revisar soluções e comunicar alterações com mais clareza. O modelo também pode apoiar estimativas, planejamento e acompanhamento, desde que os dados e responsabilidades estejam definidos.
Contratação começa antes do modelo
Adotar BIM não é apenas pedir uma maquete digital. É necessário estabelecer objetivos, usos, padrões de informação, entregáveis, responsabilidades e critérios de validação. Esses requisitos devem conversar com o projeto básico, o edital, os contratos e a capacidade das equipes que vão receber os dados.
Base legal e próximos passos
A Lei nº 14.133/2021 prevê, no artigo 19, §3º, o uso preferencial do BIM em licitações de obras e serviços de engenharia e arquitetura. A regra também admite tecnologias e processos integrados similares ou mais avançados. O portal Obrasgov reúne orientações e materiais para apoiar a implementação no setor público.
Para equipes que estão começando, vale mapear processos atuais, escolher um projeto piloto e definir como a informação será produzida, verificada e usada na tomada de decisão.
Referências: BIM em Obras Públicas — Obrasgov e Lei nº 14.133/2021.
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